Vejo o diabo no meu ser sufocando meu ar,
Gritos que no passado eram calados,
Agora saem descontrolados em busca de socorro.
Ninguém escuta!
Aumento o som para os demônios se calarem,
Nada adianta... Os demônios penetraram meu coração!
O amor esfriou levando toda a esperança da primavera...
Como posso julgar ou condenar o amigo que se perdeu?
Vivo o mesmo em minha consciência segurando-me para
Que as sombras da madrugada não leve minha alma...
O sistema capitalista me tortura até mesmo quando
Torno-me livre de uma carteira assinada,
Está tudo pego, tudo acorrentado, todos atordoados...
Seres espirituais e seres carnais
Parem de pensar que vocês são mais!
São tão escravos quanto os anjos caídos
E os anjos que estão ao lado do Pai...
Quero fugir, mas os gritos estão em todos os lugares.
Quero enfrentar, mas a impaciência
Se perde entre impuros ares.
Quero viver, mas a morte sempre vem me corromper.
Quero morrer, mas a vida persiste em me seduzir.
A onde quer que eu leve o meu “pensar”,
La está Deus pedindo para eu resistir...
Olho dentro dos olhos do Senhor e imploro:
Livrai-me dessa angustia criada pelo meu intelecto,
Afaste de mim todo esse refinado dialeto!
Deixe-me ser apenas um simples objeto
E em suas mãos prosseguir nessa selva de concreto
Até que o Senhor volte e resgate os que em seu livro
Vivem, sofrem, aceitam, morrem, mas em ti são fortes...
Amem, Amém!
F.F.Transversão
13/03/2015

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